Disciplina - Filosofia

Hora Atividade Interativa: Estética e Filosofia da Arte

Atualmente, o termo “Estética” é considerado pelo senso comum como algo meramente referente à beleza corporal e à forma. “Centro de estética e beleza”, “cuidados com a estética”, “estética facial” e “estética corporal” são algumas expressões usadas e não apresentam o caráter filosófico próprio do termo, visto muitas vezes como dissociado de uma ciência.

A Estética é o campo da Filosofia que reflete e permite a compreensão do mundo pelo seu aspecto sensível. Segundo as Diretrizes Curriculares Orientadoras para a Educação Básica do Estado do Paraná,

“A atitude problematizadora e investigativa, característica da Filosofia, volta-se também para a realidade sensível. Compreender a sensibilidade, a representação criativa, a apreensão intuitiva do mundo concreto e a forma como elas determinam as relações do homem com o mundo e consigo mesmo, é objeto do conteúdo estruturante Estética. ” (PARANÁ, 2008, p. 59)

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Artigos, Teses e Dissertações

A estética entre saberes antigos e modernos na nuova scienza, de Giambattista Vico
José Expedito Passos Lima
Este trabalho trata a questão da Estética na nuova scienza, de Giambattista Vico (1668-1744), em oposição à tradição de estudos que teve início com a interpretação de Benedetto Croce (1886-1952): a defesa de um Vico “precursor” ou “criador” da Estética moderna, concebida como filosofia da arte.

Estética e hermenêutica: a arte como declaração de verdade em Gadamer
Almir Ferreira da Júnior Silva
A pesquisa tem como objetivo investigar o que justifica o caráter paradigmático da análise sobre a questão da verdade da arte para a elaboração da hermenêutica filosófica de Hans-Georg Gadamer em sua obra Verdade e método. A relação entre estética e hermenêutica, além de submeter o fenômeno estético a uma análise interpretativa, possibilita para a estética a recuperação do fenômeno da arte como experiência de verdade.

Harmonia e ruptura: a crítica da faculdade do juízo e os rumos da arte
Gerson Luís Trombetta
O trabalho expõe a dupla face da “Crítica da faculdade de juízo estética” de Kant, explorando seus desdobramentos na compreensão dos fenômenos estéticos. A primeira face é representada pelo prazer da beleza, índice de harmonia entre o modo como o mundo natural se organiza e as faculdades do conhecimento (imaginação e entendimento) em livre-jogo. Apesar de os ajuizamentos de gosto serem reflexivos, não determinados por um conceito, o prazer que os acompanha funciona como uma espécie de garantia sensível da nossa capacidade de conceptualizar em geral. A segunda face é representada pela experiência do abalo, da ruptura de tal harmonia, que leva o nome de sublime. O sublime, juntamente com as figuras do gênio e das ideias estéticas, indica para a insuficiência do próprio sujeito como portador de conceitos na compreensão de certos objetos. Considerando essa força negativa, o sublime fornece uma porta de entrada para o exame da arte contemporânea, principalmente na literatura.

Luz estética: a ciência do sensível de Baumgarten entre a arte e a iluminação
Oliver Tolle
O presente trabalho tem por objetivo reconstruir o conceito de ciência do sensível na obra do filosofo alemão Alexander Gottlieb Baumgarten (1714- 1762). Partimos do pressuposto de que a investigacão das faculdades do conhecimento empreendida pelo autor na Metafisíca (1739) pode revelar o alcance e a finalidade da Estética (1750/58), a qual se encontra mais comprometida com as possibilidades em geral de expressão do belo do que com a definicão de uma teoria do objeto artístico em sua particularidade. Esse último aspecto, na verdade, pode prejudicar a interpretacão de sua obra, pois assume que ela estipula a existência um ideal de beleza atemporal. Para Baumgarten, os princípios que regem o conhecimento sensível coincidem com as regras de expressão do belo, tal como aquelas definidas nas poéticas e retóricas antigas, mas apenas na medida em que eles podem ser derivados das verdades metafisicas.

Morte da arte?: O tema do fim da arte nos Cursos de estética de Hegel
Katia Silva Araújo
O presente trabalho tem por escopo esboçar um exame acerca da problemática do Fim da Arte nos Cursos de Estética de Hegel. Para tanto, partimos de duas hipóteses. A primeira aponta para um fim sistemático da arte na tríade do Espírito Absoluto, ou seja, a arte cede lugar a outras manifestações do espírito tais como a religião e a filosofia, sob a forma do conceito. A segunda hipótese diz respeito à própria intenção sistemática dos Cursos de Estética. Primeiro, considerando as modalidades sucessivas de expressão artística apontadas pelo filósofo sob a Forma das artes simbólica, clássica e romântica e, segundo considerando as formas específicas de artes, todas elas submetidas a uma ordenação histórica, tais como a arquitetura, a escultura, a pintura, a música e a poesia.

Entrevistas

A arte, o pensamento e a vida
A relação entre arte e filosofia em entrevista com Auterives Maciel Junior, realizada pelo Cineclube da Casa da Ciência/UFRJ


Links Interessantes

Mundo Filosófico


Sugestões de Leitura

  • CAMPOS, Maria José Rago. Arte e Verdade. São Paulo: Edições Loyola, 1992.
  • ECO, Umberto. História da Beleza. Rio de Janeiro, São Paulo: Editora Record, 2004.
  • ECO, Umberto. História da Feiúra. Rio de Janeiro, São Paulo: Editora Record, 2007.
  • FERRY, Luc. Homo Aestheticus - A Invenção do Gosto na Era Democrática. Coimbra: Almedina, 2003.
  • FRY, Roger. Visão e Forma. São Paulo: Cosac & Naify, 2002.
  • GIANNOTTI, José Arthur. O Jogo do Belo e do Feio. São Paulo: Companhia das Letras, 2005.
  • GREENBERG, Clement. Estética Doméstica. São Paulo: Cosac & Naify, 2002.
  • SCHELLING, Friedrich. Filosofia da Arte. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2001.
  • SUASSUNA, Ariano. Iniciação à Estética. Rio de Janeiro: José Olympio, 2004.
  • WOLLHEIM. A Arte e Seus Objetos. São Paulo: Martins Fontes, 1994.

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Vídeos

Estética e Existência
Trecho da palestra proferida por Claudio Ulpiano

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